O caso se refere à discriminação de desassociados que a Justiça entendeu como parte da livre manifestação do culto.
No Ceará diversos ex-testemunhas de Jeová contestam contra o preconceito que sofrem a mando da denominação e por isso o Ministério Público entrou com um processo civil na justiça para impedir que os casos de discriminação aconteçam, mas a Justiça Federal extinguiu o processo sem julgamento dizendo que se trata do “livre exercício de culto religioso”.
Não contente com a decisão o MPF do Ceará entrou com recurso, pois para eles é necessário proibir que as testemunhas de Jeová divulguem no Brasil (quer seja nas pregações, livros, jornais, rádio e internet) orientações ou comunicados que fomentem a exclusão total, incluindo a convivência familiar, daqueles que se desligam da denominação.
O MPF entende que a discriminação religiosa fere a dignidade da pessoa humana que consiste em liberdade de consciência e de crença, na liberdade de expressão e de informação além do direito à convivência familiar e social com amigos e conhecidos, ainda que a pessoa tenha deixado de pertencer à dita organização religiosa.
Na ação movida pelo MPF que tramita perante a 8ª Vara Federal da Seção Judiciária do Ceará, também há um dizer defendendo “a liberdade de alguém ingressar e se desligar de uma congregação religiosa sem sofrer qualquer punição e tampouco ser satanizado para que os amigos e familiares dele se afastem e o ignorem”.
Nesse processo há documentos dando conta dos fatos atribuídos contra a Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados e Associação Bíblica e Cultural de Fortaleza, contendo depoimentos de vítimas que relatam sofrimentos e angústias e as dificuldades enfrentadas para retomarem suas vidas.
Fonte: Gospel prime
Junior Miranda
Um novo começo
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Os ex Testemunhas de Jeová são “doentes mentais”, diz revista da própria religião
Na Grã-Bretanha, um artigo da edição de julho da The Watchtower, revista das Testemunhas de Jeová distribuída em todo o mundo, afirma que ex-fiéis são “doentes mentais”.
O artigos recomenda que os devotos devem evitar contato com os apóstatas assim como um médico pede para manter distância de pessoas “infectadas com doenças contagiosas, mortal”.
Afirma que o objetivo dos ex-fiéis é “infectar outras pessoas com seus ensinamentos desleais”.
Uma associação de ex-TJs apresentou queixa à polícia do condado de Hampshire, que está investigando se o artigo viola as leis que punem a discriminação religiosa.
Angus Robertson, um ex-ancião (pastor) da TJs, disse à polícia que é praxe da religião usar a Bíblia para intimidar os fiéis que ousam contestá-la.
Rick Fenton, porta-voz da religião, negou que os devotos não possam fazer contestações, mas afirmou que quem discordar dos ensinamentos da Bíblia tem o direito de “pedir licença” [se desligar das TJs]“.
No Brasil, o MPF (Ministério Público Federal) no Ceará está movendo ação civil pública contra as TJs sob a acusação de desunir famílias, afastando fiéis de seus parentes apóstatas. Na ação, consta que Sebastião Oliveira, após ter sido expulso das TJs, passou a ser evitado até pela sua irmã.
Fonte: Gospel mais
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Adm_blog
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