Junior Miranda

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Homofobia Volta à Tona: No BBB, Transexual Beija Rapaz e Coloca Globo na Mira da Polêmica

Beijo entre transexual e rapaz no BBB levanta a questão sobre implicações legais

 Logo no início de cada edição do reality show "Big Brother Brasil", um dos assuntos mais comentados é a formação dos primeiros casais dentro da casa. Nesta 11ª temporada da atração não foi diferente. Mas desta vez uma informação sobre o passado de uma das participantes pode esquentar ainda mais a discussão. Na noite de quarta, o clima de paquera tomou conta de Ariadna e Diogo, que até trocaram um selinho.

A questão é que Ariadna fez a cirurgia de mudança de sexo há dois anos na Tailândia. Apesar de ter mudado seus documentos para o nome feminino e, sob o ponto de vista da Justiça, ser uma mulher, sua relação com Diogo pode ser alvo de preconceito dentro e fora da casa.

Além disso, o fato de nenhum dos participantes saber desse detalhe da vida da participante pode gerar reações inesperadas dos confinados. "Depende do que consta do contrato assinado por eles com a emissora, mas essa situação dá brecha para que Diogo questione judicialmente a Globo sobre a omissão de fato relevante da vida de Ariadna aos outros participantes, caso seja alvo de chacota e preconceito por ter se envolvido com ela", diz Adriana Galvão, presidente do Comitê da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da Ordem dos Advogados de São Paulo.

Por outro lado, a advogada faz questão de frisar que a mudança de sexo é algo que faz parte da vida íntima de Ariadna e, por isso, fica a critério dela falar sobre isso com os outros participantes. "Ela não é obrigada a andar com uma placa no pescoço que informe as pessoas sobre seu passado."

Diante dessa polêmica, a advogada acredita que essa situação pode revelar como as pessoas lidam com a diversidade sexual. "Isso pode mostrar até que ponto as pessoas são homofóbicas ou não."

Até o fechamento desta edição, a emissora não atendeu ao pedido de esclarecimento sobre ter ou não contrato assinado pelos participantes do "BBB 11" que inclui alguma cláusula relacionada a danos morais que exima a emissora de qualquer responsabilidade sobre as consequências de eventuais problemas de preconceito que os participantes venham sofrer

Juiz defende que situação é criada para gerar controvérsia

Para o juiz Guilherme Madeira Dezem, especializado em casos de mudança de identidade entre transexuais, a omissão por parte da emissora sobre a transexualidade de Ariadna é mais um artifício do programa para gerar controvérsias entre os participantes. "Seria complicado se a própria Globo revelasse isso, mas o motivo é para criar polêmica."

O juiz esclarece ainda que o fato de Ariadna revelar ou não o fato de ter feito a cirurgia de mudança de sexo cabe somente à sua decisão, já que se trata de uma informação sobre sua intimidade. "Costumo comparar isso com a questão da religião. Ninguém sai por aí perguntando qual é a religião de cada um antes de se relacionar."

Para a advogada Adriana Galvão e presidente do comitê de diversidade sexual e combate à homofobia da Ordem dos Advogados de São Paulo, atos como esse podem detonar comportamentos homofóbicos.

--

Mariana Zylberkan

Diário SP / O Galileu
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Menino Sem Pernas Tem Mais de 20 Próteses e Já Treina Para Olimpíadas

Americano de 9 anos nada, corre e joga hóquei, entre outras modalidades de esporte, e participa do maior número possível de competições esportivas

Cody McCasland nasceu com uma rara doença chamada Agenesia Sacral, o que significa que ele não tinha os ossos da tíbia e joelho e, por isso, teve de amputar a parte inferior das duas pernas aos 15 meses. Hoje, aos 9 anos, ele contabiliza mais de 20 pares de próteses, que servem para ele competir em várias modalidades esportivas.

O objetivo do determinado menino é conquistar um ouro paraolímpico um dia. Para chegar lá, ele corre, nada e participa do maior número de eventos esportivos que pode. A história ganhou destaque no jornal britânico Daily Mail.

Enquanto passa o tempo entre as aulas de corrida, natação, futebol, hóquei no gelo, além de outros esportes, o garoto sonha também com uma carreira de médico no futuro. Atualmente, ele é um dos competidores mais rápidos na sua faixa etária. As próteses que usa para correr são semelhantes as do velocista paraolímpico Oscar Pistorius, conhecido por ser quase tão rápido quanto um corredor comum.

A mãe do garoto, Tina McCasland, disse ao jornal que “Cody tem pernas diferentes para ocasiões diferentes. Tem as que ele usa no cotidiano, as específicas para sentar e outras para praticar esportes”. A mulher também contou que o menino é muito rápido e costuma ganhar de crianças mais velhas do que ele. Na natação, não é raro vê-lo bater até mesmo as que não tem nenhuma deficiência. “Ele aprendeu a não deixar a deficiência segurá-lo”, explicou Tina ao jornal britânico.

Para que a confecção das pernas seja perfeita, o garoto precisa ir ao hospital toda semana (até o objeto ficar pronto) e passar quatro horas lá. Isso porque os médicos precisam ter certeza de suas medidas. Entretanto, o esporte preferido de Cody é justamente aquele em que ele não usa o artifício mecânico: a natação. Ele, inclusive, chegou a ganhar várias medalhas de ouro e prata. Depois das aulas na escola, três vezes por semana, ele pratica o esporte em um clube perto de sua casa com crianças sem nenhuma debilidade física.Na próxima Olimpíada Paraolímpica, em 2012, em Londres, Tina espera estar nos estádios junto com o filho, para incentivá-lo ainda mais a perseguir o sonho de uma medalha olímpica. “Tenho certeza de que um dia levarei o ouro numa competição dessas”, afirmou Cody.
E o garoto, desde pequeno, dá sinais de que pode mesmo muito. Um exemplo foi o que aconteceu no dia em que colocou as primeiras próteses, com 17 meses: médicos e pais ficaram chocados, pois ele conseguiu levantar e andar na mesma hora. “Dificilmente alguém se adapta tão rápido. Era como se Cody estivesse apenas esperando a oportunidade de ter pernas novas para que pudesse andar. Ele ficou extramente satisfeito consigo mesmo”, explicou Tina.

Todos os pares de pernas e objetos que Cody precisa são fornecidos por um centro especializado em membros nos Estados Unidos, o Texas Scottish Rite Hospital Children, de graça. “As próteses são muito caras e parecem estar ultrapassadas rapidamente. Temos muita sorte de poder contar com o centro”, afirmou a mãe.

Assista a performance do garoto:





Informações Daily Mail / Crescer  / O Galileu
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Irã Enforca Cinco Pessoas Condenadas por Tráfico de Drogas

No início desde mês, o Irã anunciou ter executado oito pessoas condenadas por tráfico de drogas e outras quatro por sequestro.
O Irã enforcou na quinta-feira cinco pessoas condenadas por tráfico de drogas, informou a agência de notícias oficial Irna.

Elas foram executadas em uma prisão na cidade de Khoramabad, no oeste do país, segundo a agência.

"Elas tinham adquirido e distribuído narcóticos e foram enforcadas após outra corte ter confirmado as sentenças", disse a Irna.

Grupos de direitos humanos criticam o Irã por um dos maiores índices de execução no mundo.

Homicídios, adultério, estupro, assalto à mão armada, tráfico de drogas e a renúncia ao Islã são crimes puníveis com a pena de morte sob a lei islâmica iraniana, imposta desde a revolução de 1979.

No início desde mês, o Irã anunciou ter executado oito pessoas condenadas por tráfico de drogas e outras quatro por sequestro.



Fonte: Reuters / O Galileu
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Frente Parlamentar Evangélica tenta extinguir autorização para homossexuais brasileiras “terem filhos” juntas

Frente Parlamentar Evangélica tenta extinguir autorização para homossexuais brasileiras “terem filhos” juntasO presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), quer sustar a recente resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que estabelece novas regras para a reprodução assistida. Entre outros pontos, o texto permite que mulheres solteiras e casais homossexuais femininos recorram às técnicas de fertilização em laboratório e prevê o uso de material biológico após a morte do doador. No caso de um casal homossexual masculino, o uso de barriga de aluguel dependerá de autorização dos conselhos regionais de Medicina (CRMs).
Para João Campos, esses temas deveriam ser tratados em lei e não em uma resolução. “Estou providenciando uma proposta de decreto legislativo para suspender os efeitos dessa resolução e recomendei à minha assessoria a possibilidade de alguma medida judicial”, informa Campos.
O deputado aguarda a conclusão de um estudo para saber se a suspensão pode ser obtida por meio de uma ação judicial. A resolução do CFM foi publicada no Diário Oficial da União no último dia 6.

Insegurança jurídica

A advogada Letícia Osório de Azambuja, da Comissão de Bioética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), defende a normatização de assuntos relacionados à reprodução assistida como forma de garantir a segurança jurídica. Ela ressalta que as leis atuais não são específicas e geram muitas discussões. “E essas discussões acabam caindo no Judiciário”, diz.
Letícia Azambuja lembra que o Congresso Nacional dificilmente aprova leis sobre o tema, principalmente por falta de apoio das bancadas religiosas.
Já o presidente da Frente Evangélica argumenta que a falta de legislação não pode ser atribuída aos debates religiosos. Para ele, os projetos sobre reprodução assistida não se convertem em leis em virtude de argumentos jurídicos, científicos, éticos e de moral. A frente tradicionalmente se opõe a assuntos como aborto e união civil de pessoas do mesmo sexo.

Dado da realidade

Vieira da Cunha: “os tribunais têm reconhecido que a união gay gera efeitos jurídicos independentemente das nossas convicções religiosas”.
O presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), considera que a bancada evangélica tem todo o direito de sustentar as suas posições e de arguir a ilegalidade da resolução do CFM. Porém, segundo ele, o CFM também agiu no exercício da sua competência, que é a de orientar os médicos e baixar resoluções sobre padrões éticos no exercício da Medicina.
“No que diz respeito à polêmica do casal homossexual se valer da reprodução assistida, os tribunais têm reiteradamente reconhecido a situação de fato criada pela união homossexual, que gera efeitos jurídicos independentemente das nossas convicções religiosas”, ressalta Cunha. “Não podemos desconhecer a realidade, e se ela existe as consequencias têm que ser reguladas no mundo do Direito, independentemente de concordarmos com a união homoafetiva. Portanto, o CFM agiu bem”, conclui o deputado.

Diferenças

A presidente em exercício da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), informou que concorda com a resolução do CFM.
Segundo a deputada, a Frente Evangélica está empenhada numa série de ações que têm a homofobia como motivadora fundamental. Ela cita, por exemplo, as críticas feitas por integrantes da frente às cartilhas contra a homofobia nas escolas.
“A frente está muito atuante, mas não concordo com essa postura. Temos de travar neste ano no Parlamento uma discussão sobre o respeito às diferenças”, destaca.
Ela disse respeitar a Frente Evangélica, mas ressaltou a importância de combater todas as formas de preconceito e de lutar por uma sociedade na qual não haja nenhuma forma de discriminação, como determina a Constituição Federal.

Fonte: Gospel+
Com informações da Agência Câmara
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Senado exibe resultado das investigações sobre finanças de televangelistas famosos

Senado exibe resultado das investigações sobre finanças de televangelistas famososEstados Unidos – Uma investigação do Senado sobre os gastos de seis tele-evangelistas foi concluída, na quinta-feira, com uma lista de preocupações e um apelo para a formação de um comitê consultivo federal para garantir que as organizações religiosas cumpram as leis.
Três anos após a divulgação do inquérito, o senador Charles Grassley, membro do ranking da Comissão de Finanças, divulgou uma análise das práticas dos populares ministros da mídia.
Segundo o relatório, apenas dois dos seis ministérios – o Ministério Joyce Meyer e a Igreja World Healing Center de Benny Hinn Healing – cooperaram plenamente com a investigação e até mesmo implantaram reformas financeiras.
“As reformas empreendidas pelo Pastor Hinn e Joyce Meyer são extensas e estão sendo elogiadas,” afirma a análise.
Enquanto isso, os outros quatro ministérios, não forneceram respostas ou forneceram respostas incompletas para as consultas feitas pelo Comitê Financeiro do Senado. Esses grupos incluem Igreja Changes World Church International de Creflo Dollar, a Igreja Batista New Birth Missionary de Eddie Long, o Ministério Kenneth Copeland, e a Igreja Without Walls Internacional Church – anteriormente pastoreada por ambos Randy e Paula White, que estão divorciados. A mega Igreja da Florida está sendo liderada por Paula White.
Apesar da sua falta de cooperação, nenhuma penalidade foi aplicada. Grande parte das informações detalhadas na análise dos ministérios foi obtida através de registros públicos e de terceiros, inclusive de membros. Mas pouco pôde ser confirmado sobre os salários e gastos atuais dos tele-evangelistas.
A investigação foi lançada em 2007, após Grassley receber solicitações de membros do público a revisar os seis ministérios por gastos abastados alegados e eventual abuso do estatuto de organização sem fins lucrativos. Os grupos também foram questionados pelos guardiões do ministério e da mídia.
Depois que a investigação foi divulgada, o escritório Grassley recebeu mais pedidos de pessoas em todo o país, solicitando investigações do congresso para outras Igrejas e organizações religiosas.
“O setor de isenção fiscal é tão amplo que de vez em quando, certas práticas despertam o interesse público,” disse Grassley em uma declaração quinta-feira. “Meu objetivo é ajudar a melhorar a responsabilidade e boa administração, assim os grupos de isenção fiscal mantém a confiança pública nas suas operações.”
Grassley observou que a política de isenção fiscal envolvendo Igrejas e organizações religiosas não tem sido observada pelo Congresso em décadas. E através da investigação, ele pretendia desencadear discussões em torno da transparência e responsabilidade entre todos os tipos de Igrejas e organizações religiosas.
“A matéria da análise prepara um cenário para uma ampla discussão entre as Igrejas e organizações religiosas. Espero ajudar a facilitar o diálogo e promover um ambiente de auto-reforma no seio da comunidade,” disse Grassley.
Enquanto a investigação do Senado recebeu o apoio de alguns grupos cristãos, mas também gerou protestos de outras pessoas, que temiam que o inquérito pudesse entrar indevidamente em questões teológicas.
Os seis tele-evangelistas pregam o que os críticos chamam de “evangelho da prosperidade,” que ensina que a riqueza de alguma forma é um sinal da bênção de Deus.
O Ministério Kenneth Copeland, que forneceu uma resposta insuficiente para o escritório de Grassley, argumentou que o inquérito foi uma violação da liberdade religiosa, uma invasão de privacidade e uma ameaça à separação entre Igreja e estado. O KCM, como o resto dos ministérios visados pela investigação, que manteve o pleno cumprimento de todas as leis.
A revisão de Grassley cita preocupações com a falta de supervisão governamental, independente ou denominacional, especialmente quando as Igrejas “podem chegar ao tamanho das grandes corporações tributáveis, controle numerosos das subsidiários tributáveis e não tributáveis, e conferem benefícios do tamanho de Wall Street aos de seus ministros.”
O relatório detalhou alguns dos ativos e práticas questionáveis de cada um dos ministérios, incluindo membros da família que detém todas as posições-chave e ocupando grande parte da assentos no conselho; generosos subsídios de alojamento que permitam a tele-evangelistas que viverem em casas de milhões de dólares; o uso pessoal de aviões de propriedade Igreja e de compensação aos familiares.
O relatório destacou que a isenção de impostos para as instituições religiosas é um privilégio e não um direito constitucional. Embora eliminar a exceção da Igreja seria mais provável para resistir ao escrutínio constitucional, relatório afirma que seria “sobrecarregar sem necessitar a grande maioria das Igrejas, particularmente aquelas que já estão com dificuldades financeiras” e também seria contrário à intenção do Congresso” – ou seja, a mínima interferência do IRS nas operações da Igreja.
“O desafio é encorajar a boa adestração e melhores práticas e assim preservar a confiança no setor de isenção fiscal, sem impor regras que inibem a liberdade religiosa ou são funcionalmente ineficazes,” disse Grassley.
Os assessores de Grassley recomendaram que o IRS patrocinasse um comitê consultivo composto por representantes de Igrejas e organizações religiosas, incluindo médicos ou outros especialistas, e que consideram apenas as questões relacionadas com as Igrejas e organizações religiosas.
“Acreditamos que essa comissão seria útil para facilitar um diálogo contínuo entre as Igrejas e organizações religiosas e o IRS.”
Grassley também pediu ao Conselho Evangélico de Contabilidade Financeira (ECFA), uma agência de acreditação, para analisar as questões levantadas no relatório. Em resposta, o ECFA formou uma comissão, independente nacional para conduzir uma revisão e fornecer informações sobre as principais responsabilidades e questões políticas que afetam as Igrejas e outras organizações religiosas.
Notavelmente, o Ministério Joyce Meyer se juntou ao ECFA em março 2009.

Fonte: Gospel+
Traduzido por Christian Post
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...